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JORDI SAVALL, ANDREW LAWRENCE-KING E FRANK MCGUIRE
Jordi Savall é considerado um dos mais notáveis intérpretes de música antiga, figurando entre os mais dotados e multifacetados músicos da sua geração; instrumentista, director musical e criador de um inconfundível estilo, a sua actividade como intérprete, professor e investigador torna-o um dos principais arquitectos da actual corrente de reavaliação da música antiga. Fundou, com Monserrat Figueras, os agrupamentos Hespèrion XXI (1974), La Capella Reial de Catalunya (1987) e Le Concert des Nations (1989). Ele começou os seus estudos musiciais como menino de coro em Igualada (Catalunha), sua cidade natal, e prosseguiu os estudos musicais com o violoncelo. Começou a aprender viola da gamba e música antiga de forma autodidacta que continuou com estudos avançados na Schola Cantorum Basilensis (Suiça).
Jordi Savall gravou mais de 170 CDs, tendo em 1998 criado a sua própria etiqueta, a Alia Vox. Recebeu numerosos prémios e distinções tais como Oficial da Ordem das Artes e das Letras (1988), Membro Honorário da Konzerthaus de Viena (1999), Doutor honoris causa pela Universidade Católica de Louvaina (2001) e Universidade de Barcelona (2006), Victoire de la Musique pela sua carreira profissional (2002), Preise der Deutschen Schallplattenkritik (2003) e ainda vários prémios Midem Classical (de 1999 e 2000, de 2003 a 2006 e 2008). O seu CD duplo Don Quijote de la Mancha, Romances e Músicas (Alia Vox) esteve entre os cinco nomeados para os Grammy de 2006 na categoria de música antiga. Uma das suas últimas gravações, o livro CD Jérusalem, La Ville des deux Paix: La Paix céleste et la Paix terrestre, foi premiada em 2009 com o Orhphée d’Or da academia do disco lírico 2008, e o Caecilia 2008, como o melhor CD do ano escolhido pela imprensa. O mais recente prémio atribuido a esse livro CD foi o Midem Classical Award 2010. No ano passado foi premiado com o Händelpreis der Stadt Halle 2009 (Alemanha) e recebeu o Prémio Nacional de Música 2009 do Concelho Nacional de Cultura e Artes do Governo Catalão.
En 2008 foi nomeado artista para a paz e Embaixador da boa vontade no programa da UNESCO e em 2009 foi de novo apontado Embaixador do Ano Europeu da criatividade e inovação pela União Europeia.
Andrew Lawrence-King é um grande virtuoso da harpa barroca, realizador imaginativo do baixo continuo e um dos executantes de música antiga mais celebrados. Maestro criativo e inspirador, dirige a partir de um dos instrumentos de contínuo (harpa, órgão, cravo ou saltério) óperas barrocas, oratórias e música de câmara no Scala, na Casa de Ópera de Sydney, no Casals Hall em Tókio, no Berlin Philharmonie, na Vienna Konzerthaus, no Carnegie Hall de Nova York, na Academia Filharmónica de Moscovo e no Palacio de Bellas Artes da Cidade de México.
A sua carreira musical começou como coralista-chefe na Catedral e Igreja Paroquial de St Peter Port, Guernsey, onde ganhou uma bolsa como organista em Cambridge, completando os seus estudos no London Early Music Centre. Rapidamente consolidou a sua carreira como um realizador de baixo continuo versátil, com os grupos especialistas mais reputados da Europa, e em 1988 fundou e co-dirigiu o grupo formado à volta do baixo continuo Tragicomedia. Integrou o grupo Hespèrion XX de Jordi Savall como harpista solo, e foi nomeado Professor de Harpa e Continuo na Akademie für Alte Musik, Bremen e na Escuela Superior de Musica de Catalunya em Barcelona. Também ensinou na Academia Sibelius e na Helsinki Stadia (Finlandia).
Em 1994, Andrew Lawrence-King fundou o seu próprio ensemble, The Harp Consort, que grava para a Harmonia Mundi USA.
Actualmente divide o seu tempo entre recitais a solo, digressões com o Harp Consort e concertos, como maestro convidado, com orquestras, coros e óperas barrocas na Europa e nas Américas. É maestro convidado principal da orquestra Concerto Copenhagen (a mais importante orquestra barroca da Escandinávia), o ensemble florentino L'Homme Armé (especializado na ópera barroca e na oratória) e o novo ensemble português La Portingaloise. Foi-lhe concedido uma bolsa de estudos de três anos pela UK Arts and Humanities Research Council para pesquisar o drama musical barroco espanhol. Ensina na Academia Real Dinamarquesa de Música, em Copenhaga, e na Guildhall School of Music e Drama em Londres.
Marinheiro entusiasta, Andrew Lawrence-King tem a certidão de Ocean Yachtmaster da Royal Yachting Association, e passa a maior parte do seu tempo livre no seu barco Continuo. Esta paixão pelo mar reflecte-se no seu trabalho de redescoberta da música tradicional de Guernsey, Les Travailleurs de la Mer: Ancient Songs from a Small Island. Vive em Guernsey, a sua mulher é a construtora de harpas Katerina Antonenko.
Frank McGuire começou a sua carreira musical muito cedo, e rapidamente desenvolveu um talento para o bodhran (tambor tradicional Irlandês), influenciado pelo seu pai e avô, dois talentosos músicos tradicionais.
Os primeiros anos da sua carreira foram passados no mundo de bandas de gaitas e percussão, e depois no mundo da música tradicional como músico profissional.
Tem recebido vários prémios e actuado na televisão, na rádio e no palco. Fundou a conceituada banda Lyra Celtica, que ganhou uma reputação excelente pelas suas actuações ao vivo. Trabalhou e gravou com os melhores músicos dos mundos de folk, rock, blues, jazz e música do mundo.
Durante muitos anos Frank McGuire fez digressões na Rússia, onde ensinou bodhran e música tradicional, convidando músicos de e para a Rússia, de tal maneira que foi o convidado de honra no primeiro Kremlin Zorya em 2007.
Ensina nos EUA e na Europa, onde os seus workshops têm muita procura. É também um vocalista, toca o pennywhistle, e traz o seu próprio estilo percussivo a muitos estilos de música. Ganhou fama como executante a nível mundial, e é muito estimado por outros músicos. Toca regularmente com a sua banda Lyra Celtica e trabalha actualmente em vários projectos com artistas de vários géneros musicais. |